Quase 9 milhões de jovens estão enrolados com dívidas no brasil

Por Equipe do AJ

Estamos em uma realidade triste: o brasileiro tem dificuldade em lidar com o dinheiro, milhões estão com dívidas em atraso e poucos já criaram o hábito de investir o dinheiro, por mais pouco que seja, que poupa. Vamos aos fatos recentes sobre a relação dos jovens com dinheiro:

Segundo dados do Serasa Experian divulgados em maio de 2019, 8,6 milhões de jovens entre 18 e 25 anos estão inadimplentes. Por trás do endividamento, segundo os birôs de crédito, estão o uso excessivo do cartão de crédito e do cheque especial.

Ainda segundo o Serasa, em pesquisa feita em parceria com a Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), 4 entre 10 jovens estavam ou já estiveram com o nome sujo. O principal motivo é a necessidade de contribuir com as despesas de casa, além, claro, do descontrole com as finanças pessoais.

Entre os entrevistados, 78% têm alguma fonte de renda, sendo que 65% afirmam contribuir financeiramente para o sustento da casa, em especial com a alimentação (51%). A pesquisa ouviu 801 jovens, entre homens e mulheres de todo o Brasil, de 20 de fevereiro a 6 de março de 2019.

Há ainda uma parcela de jovens superendividados, que comprometeram mais de 50% do orçamento com débitos em atraso e não conseguem sair dessa situação sem algum tipo de ajuda externa.

Entre o total de pessoas atendidas pelo Programa de Apoio ao Superendividado do Procon, 7,23% são jovens de até 25 anos. Pode parecer pouco, mas é o indício de algo sério, segundo especialistas.

A pandemia piorou tudo. Segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC),em setembro de 2020, 67,2% das famílias estavam endividadas. No nono mês do ano, a quantidade de famílias endividadas com débitos atrasados ficou em 26,5%. A faixa etária com maior representatividade é a dos jovens de 26 a 40 anos, por falta de orientação e planejamento no início da vida financeira.

Os bancos e cartões são os grandes vilãos (27,5%), seguidos por contas de consumo (água, luz, gás), com 22,2%, e varejo com 13%.

Em entrevista à Jovem Pan, a voluntária do AJ e educadora financeira Carol Stange comenta sobre o assunto:

 “Antes da pandemia, as famílias viviam em piloto automático. O dinheiro entrava, as contas eram pagas e o restante era usado para consumir e até mesmo adquirir determinados confortos. Muitas pessoas que levavam suas rotinas neste ritmo, vivendo um dia após o outro sem constituir reservas de emergência, foram pegas desprevenidas pela crise e essa foi a porta de entrada para o endividamento. É preciso lembrar que, de um dia para o outro, a renda do pessoal mudou completamente por consequência do novo coronavírus e da paralisação das atividades, com baixa nas vendas do comércio, suspensão de comissões, achatamento de salários, demissões e, inclusive, muitos microempreendedores tiveram também que fechar as portas”, explica Carol Stange. 

Para entender melhor sobre dívida, faça o download gratuito do ebook elaboradora pela voluntária do AJ e gestora de investimentos Patrícia Palomo.