Saiba quais são os sete piores hábitos financeiros

Por Equipe do AJ
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Acredito que nós temos o poder de criarmos os nossos hábitos. E a ciência também: no livro “O Poder do Hábito”, de Charles Duhigg e Rafael Mantovani, podemos entender como os hábitos podem ser alterados ou criados. Não que seja uma atividade fácil, mas é sem dúvida, possível.

O problema está em diversas vezes nos acomodamos e usamos nossos hábitos de forma negativa, ou seja, ficamos anos em um emprego que não gostamos, cultivamos relacionamentos que não nos fazem bem por comodidade ou simplesmente não cuidamos da saúde como deveríamos cuidar. E com o dinheiro não é diferente. Se não desenvolvermos bons hábitos financeiros, como vamos alcançar nossa liberdade financeira? 

Pensando nisso, separei aqui os 7 piores hábitos para evitar na sua vida financeira:

1 – Confundir sonhos com metas e objetivos:

Todos temos nossos sonhos, sejam eles, viajar, trocar de casa, ou até mesmo se aposentar com conforto. Mas será que estamos falando de sonhos, objetivos ou metas? Quando estamos tratando dos nossos sonhos é necessário transformá-los  em algo factível e mensurável. É isso que garantirá a realização dele. Vou dar um exemplo:

Sonho: viajar

Objetivo: conhecer a praia “xyz” que fica no litoral de São Paulo, no mês de fevereiro de 2021. 

Meta: poupar R$300,00 por mês pelos próximos 10 meses.

O mesmo raciocínio se estende para outros sonhos: a troca de casa. 

Defina o seu objetivo: qual tamanho, bairro de preferência, valor máximo que está disposto(a) a pagar para negociar? Quanto isso significa de poupança mensal? Acredite, transformar seu sonho em dados é a melhor forma de torná-los realidade.

2 – Esperar juntar grandes quantias para começar a investir

Um dos grandes pecados financeiros é achar que, só vale a pena investir se for aportando grandes montantes. Não caia nessa. O início da vida de investidor está mais relacionado à disciplina de fazer aportes com periodicidade do que ao valor desses aportes. O risco de quem espera acumular grandes valores para só então investir, é o de acabar gastando o dinheiro, e assim os investimentos vão sendo infinitamente adiados. Dê o primeiro passo, não importa ainda com quanto.

3 – Comprar sem analisar as emoções por trás do ato

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Normalmente os sentimentos passam despercebidos por nós na hora da compra, mas eles nos influenciam de tal forma que, há até especialistas em Marketing Emocional focados em atender não só a necessidade específica do consumidor como também em conquistar nosso coração, gerando emoções diversas (e nem sempre positivas). 

As emoções despertadas pelo Marketing Emocional mais comuns são:

Medo: “se eu perder essa oportunidade agora, nunca mais terei a mesma chance”

Altruísmo: “eu posso ajudar os outros ao comprar isso”.

Ganância: “se eu comprar agora, o vendedor me prometeu uma vantagem. Vale a pena.”

Inveja: “preciso comprar mais e melhor do que o outro”.

Orgulho:  “esse é o tipo de compra que pessoas inteligentes fazem”.

Vergonha: “se eu não fizer a compra, vai parecer que não tenho dinheiro”.

Mas nada de pensar que o marketing é o vilão da história. É o nosso instinto humano que faz com acabemos agindo dessa forma, mas, a partir do momento em que reconhecemos nossas emoções envolvidas na hora do consumo, conseguimos quebrar o processo e nos guiar pela razão. 

4 – Confundir investimento com especulação 

Entender a diferença entre investir e especular é fundamental. Investir é quando aplicamos nossos recursos em uma instituição (financeira ou não) com o objetivo de obter lucro ao longo de um prazo predeterminado. Especular é quando realizamos transações de curto prazo mirando exclusivamente nas variações de preço das ações e papéis. Na especulação, a qualidade ou a análise dos fundamentos não é considerada.

No livro “O Investidor Inteligente”, a frase de Benjamin Graham detalha essa diferença com maestria: 

“Uma operação de investimento é aquela que, após análise profunda, promete a segurança do principal e um retorno adequado. As operações que não atendem a esses critérios são consideradas especulativas.”

5 – Achar que só os bons com números têm uma boa vida financeira

Nossa vida financeira está mais relacionada ao nosso comportamento financeiro do que podemos imaginar. Claro que os números são importantes, mas antes de sacar a calculadora é preciso se conhecer financeiramente: você tende a ser mais poupador ou gastador? Conservador ou arrojado? Gosta de pesquisar preços antes de comprar ou prefere aproveitar as oportunidades que aparecem na sua frente sem análise prévia? Um bom planejamento financeiro sabe considerar seu “eu financeiro” e é capaz de apresentar propostas numéricas que o considerem, seja para reforçar os comportamentos positivos ou para que você evite os negativos. 

E ainda, se você acredita que não é bom como gostaria com números ou então, simplesmente não tem afinidade com o tema, planilhas automatizadas e aplicativos surgiram justamente para facilitar a nossa organização e controle financeiro.

6 – Não entender como o cartão de crédito funciona

A forma mais popular entre os meios de pagamento, principalmente online é o cartão de crédito. Apesar de ser muitas vezes considerado como vilão, ele permite o parcelamento de compras – o que facilita na aquisição de bens de valores mais elevados –   a fatura favorece a organização financeira ao apresentar o detalhamento de compras, mas, entre as consequências para quem não se sabe usar essa poderosa ferramenta, estão a inadimplência e o endividamento crônico. 

É preciso conhecer (e respeitar) o limite de crédito disponível, que é o valor determinado pelo emissor do cartão (banco, fintech ou empresa). Esse limite inclui não só os gastos feitos naquele mês, mas também, os gastos parcelados nos meses anteriores. Isso quer dizer que, no caso de compras parceladas, as parcelas a vencer comprometem o limite total do cartão, que será restabelecido à medida que são pagas as prestações. 

7 – Acha que planejamento financeiro é só para os muito ricos (ou muito endividados)

Mito. Planejamento financeiro é para todos: pessoas físicas, jurídicas, privadas e públicas. É o planejamento financeiro que mostrará a você as melhores estratégias para que seus objetivos sejam atingidos; pode ser para ajudar a sair das dívidas, a fazer investimentos para longo prazo, a deixar um futuro financeiro mais fácil para  os filhos, a ter uma vida mais confortável e gratificante agora, por quê não?

Planejamento financeiro também é capaz de ajudar no presente, afinal, ninguém merece trabalhar todos os dias para, ao final do mês, não “ver a cor do dinheiro” e ter a sensação de viver para pagar boletos, não é? Portanto, planeje-se!

Um beijo e vejo você no próximo conteúdo sobre finanças pessoais. Até mais!