Padrinho do AJ, Raymundo Magliano Filho morre mas deixa legado importante para mercado de capitais

Por Equipe do AJ

O ex-presidente da Bovespa foi um dos apoiadores da criação da ONG de educação financeira Ação Jovem, dentro da bolsa de valores, em 2003. O AJ deixa aqui um singela homenagem a quem tanto contribuiu ao mercado de ações no Brasil

Por Equipe do AJ

Nos despedimos hoje de uma pessoal única, Raymundo Magliano Filho, grande padrinho do Ação Jovem desde o início. Foi sob sua gestão que o Ação Jovem foi fundando em 2003 dentro da Bovespa. O apoio incondicional de Magliano foi fundamental para criar, fomentar e estruturar o Ação Jovem. Como presidente da então Bovespa (atual B3) de 2001 a 2008, Magliano foi um defensor da educação financeira como ferramenta para os brasileiros aprenderem a investir e perenizar seu patrimônio.

Sempre com espírito jovem e mente inspiradora, ele chegou a chamar pessoalmente novos investidores para conhecerem o mercado de capitais em cima de um carro de som há 20 anos. Sua coragem também o levou a paralisar as operações da bolsa em 2001 em apoio aos protestos de operadores de pregão contra a cobrança de CPMF sobre investimentos e o aumento da alíquota do imposto de renda sobre operações com ações, beneficiando milhares de investidores até hoje. Foi responsável pela Bolsa de Valores de São Paulo até sua fusão com a BM&F, o que deu origem à BM&F Bovespa (hoje B3, após a fusão com a Cetip em 2017).

Visionário ao trazer aprendizados da filosofia (Ana Arendt, Norberto Bobbio e Antonio Gramish) para o mercado de capitais. Onde muitos viam distanciamento ele via formas de aprendermos com o diferente.

Nos deixa hoje nosso eterno professor, padrinho e companheiro! Deixamos nossas sinceras condolências aos familiares.

Voluntários do Ação Jovem com Raymundo Magliano Filho após evento com o Encontro Paulista de Empresas Juniores (EPEJ)

Equipe do Ação Jovem